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O Natal

Apesar de nunca celebrarmos o Natal em nossa casa começamos sempre o mês de Dezembro com a decoração natalícia. Árvore de Natal e Presépio sem o menino Jesus, centro de mesa com as velas que vão sendo acesas, o calendário do Advento. Quando os miúdos eram pequenos as nossas prendas ficavam debaixo da árvore até regressarmos de férias (depois do fim de ano!) e era sempre uma correria para chegar à árvore mal entrávamos em casa. Onde o menino Jesus já se encontrava na manjedoura e os presentes debaixo da árvore (última coisa que fazia antes de sairmos de casa!)

Para uma família de seis a logística das viagem, malas, presentes e alojamento para todos nem sempre foi fácil mas sempre tivemos uma Tia Anjo da Guarda que sempre nos recebeu a todos de braços bem abertos. Sempre de sorriso, uma postura doce, receptiva e sem expectativas. Sentimos bem lá como se estivéssemos em nossa casa um Dom que nem todos têm. Á ultima hora e com programas múltiplos de querer ver toda a gente telefonava a dizer “afinal não vamos jantar” e a resposta foi sempre aquela que nós queríamos ouvir sem nos criar mais um peso de consciência. Nunca esquecerei!

O Natal para nós foi sempre uma correria entre pequenos almoços, almoços e jantares, visitas a familiares, encontros de primos e amigos, visitas a médicos e dentistas ver todos e não querer dizer que não a ninguém. Temos a sorte de termos ambos famílias grandes e entre o 24 e o 25 de Dezembro temos jantar e ceia de Natal e acordamos no dia seguinte para seguir para Évora de Lisboa, almoçar e regressar para jantar no distrito de Lisboa. Vemos primos, tios e familiares apenas uma vez por ano muitos deles. E agradeço todos os anos às fadas madrinhas que nos proporcionam e abrem as suas portas para 40 e mais celebrantes com ceias de Natal e sobremesas dos Deuses que uma vez por ano fazem por mão própria para delícia de todos nós. Sempre me senti agradecida! Por sermos sempre bem recebidos, por nos proporcionarem momentos únicos que ficarão nas memórias dos meus filhos, pelas iguarias cozinhadas com amor e em quantidade para verdadeiros batalhões e por nunca nos pedirem nada em troca. Apenas a nossa presença. Sempre digo OBRIGADO e sempre com um brinde onde todos o dizemos em voz bem alta. Desde que passámos a ter um amigo secreto por família, o stress dos presentes sem qualquer significado apenas porque sim, deixou de se sentir. Depois da refeição sentamo-nos todos onde encontramos um cantinho e partilhamos o momento de dar e receber em Família! Demora o serão todo e todas as gerações estão presentes (e num caso são 4). São momentos únicos de partilha, gargalhadas e convívio muito alegre.

É uma estafadeira? É. Cansativo a um ritmo absolutamente alucinante? Sim. Ficamos completamente exaustos a querer ir embora para o nosso sossego? Sim.  Alguma vez pensámos em não ir no Natal? Não. A oportunidade de viver tudo isto é absolutamente única e ficará na memória dos meus filhos de como se passa o Natal em Portugal. Entre Famílias! 

Boas Festas

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