Vidas sem Fronteiras

Joana Barbosa

O Hugo Barbosa desafiou-me a escrever sobre o vidas sem fronteiras e soube tão bem… Tão importante parar e refletir sobre o que foram estas anos de aventura dum projecto que coincidem com a minha vida fora de Portugal.

“A saída de Portugal não foi fácil, adaptação a um novo país e uma nova realidade , a dedicação exclusiva às crianças e ao seu bem estar mas hoje, especialmente hoje, sinto que valeu muito a pena.

Em Portugal trabalhava horas a fio numa empresa multinacional, adorava o que fazia e realizava-me muito mas não tinha mais nenhuma atividade, nem conseguia acompanhar muito as crianças.

Quando cheguei à Suíça, após ultrapassada a adaptação surge a necessidade de me reinventar… Pensar o que gosto de fazer, que não tinha tido nunca oportunidade de pôr em prática, a questão principal: “Como posso ocupar o meu tempo e sentir-me realizada?””…

Espreitem o artigo que escrevi para o blog do Hugo.

“O que é para mim o Vidas sem Fronteiras?

É um sonho tornado realidade… é a alegria de chegar a um novo país e ter o contacto de alguém para nos ajudar nas fases de adaptação, para nos aconselhar zonas para viver, escolas para os miúdos. É a alegria de ir tomar café com portuguesas que tinha acabado de conhecer aqui em Madrid e o Vidas Sem Fronteiras ser falado como uma grande mais valia e uma óptima fonte de informação e partilha, sem saberem que eu era uma das fundadoras. 

É a alegria de perceber que as nossas participantes se encontram, falam entre elas em Português, entreajudam-se e constroem uma amizade.

Em 2018 quando começamos a falar sobre a criação de qualquer coisa que ajudasse os portugueses quando mudam de país, estávamos longe de imaginar que seria possível construir uma plataforma com 70 participantes ativos , uns mais que outros como é lógico mas todos, sem excepção, com a mesma disponibilidade para ajudar quem chega ao seu país de residência.

Desde a altura da criação até aos dias de hoje, fizemos um caminho tão e tão prazeroso. 

Em todas as conversas com os nossos participantes, sim porque fazemos questão de nos conhecermos e apresentarmos o projecto numa videochamada, saímos com uma sensação incrível… Conhecemos mais uma pessoa especial! Todas as conversas têm sido tão ricas e interessantes, a possibilidade de conhecer pessoas especiais com histórias incríveis é um privilégio para nós.

Entretanto já mudei da Suíça para a Polônia , onde estive por 1 ano e meio e agora acabei de me mudar para Madrid e qualquer sítio para onde vá, consigo manter o projeto vivo e usufruir dele. 

Hoje fui almoçar com uma das nossas participantes que está em Madrid, a Cristiana, não nos conhecíamos pessoalmente mas a sensação foi de ir almoçar com uma amiga. É isso que sinto em relação a todos os participantes do vidas sem fronteiras. Conheço tanto deles através dos artigos que ficamos sempre muito ligados.

Vidas sem fronteiras é amizade, compreensão, conhecimento e partilha.

Um mundo completamente novo para mim e para a Teresa, mas acreditámos, desenhámos, implementámos e hoje enche-nos de orgulho termos conseguido concretizá-lo. “

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