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Saudosismo português: A comida da “terrinha”- nossa gastronomia

É sempre um conflito quando estamos longe e temos aquela vontade imensa de comer algo que é gastronomia tipicamente lusitana. Infelizmente, por vezes, no país onde vivemos é difícil de encontrar, ou diretamente não existe iguarias da nossa gastronomia

Eu no meu caso, sonho com grelos que só acho no norte de Espanha, ou porventura em algum mercado gourmet de Madrid (a preço de escândalo, claro!) Por não falar de um bom prato de bacalhau, uma boa alheira, uns docinhos daqueles e muitas outras coisas, gastronomia quase impossível de encontrar!

Aventuras da nossa gastronomia na mala de viagem

Quando vivia em Madrid, numa viagem expresso de fim-de-semana, a minha mãe quis-me fazer um mimo e fez marmelada. Ao chegar ao aeroporto do Porto, Francisco Sá Carneiro, aquele “tupperware” com uma forma rectangular, bastante generosa foi diretamente, para o cesto dos “impossivéis” e lá se foram uns bons quilos de marmelos!

A comunidade do “Vidas Sem Fronteiras” debate-se constantemente com este assunto e no nosso grupo de Whatsapp é comum ver desabafos relativos à “comidinha tuga”.

Outro dia, alguém dizia que os sogros se aventuraram a levar-lhes umas chouriças para o Canadá. O mais hilariante, foi o preço de entradas destas em território canadiense  que ficou por 180 euros (taxas alfandegárias). 

Esta sim é uma saudosista “top” da gastronomia portuguesa:

1º o enchido português fez uma viagem transatlântica,

2º muito bem acondicionado ali nas malas, a espalhar o seu belo perfume pelas roupas  e

3º chega ao Canadá e é praticamente leiloado!!! Sem dúvida que neste caso, o saudosismo gastronómico vence, ainda que seja taxado! Ah grande mulher!!! Assim é que é, agradece aos teus sogros, pois não te querem ver “ougar¨ por umas chouriças.

Já outra das nossas meninas, está radicada em Angola, dizia que lá pode encontrar vários produtos portugueses, mas o inconveniente é o “preço de susto”. Portanto, quando vai à “TugolÂndia” , aproveita e traz sempre uns miminhos, incluindo o “rei-bacalhau” em pacotinhos que podem sempre parecer um pouco suspeitosos (risos).

Voltando a terras europeias, mais precisamente a Malta, outra sogrinha querida quis fazer um obséquio à nora. Nada mais nada menos que um belo saco de caldo verde (uiiii já estou a salivar….)!!! A pobre senhora, lá teve a infelicidade do fiscal a mandar parar e abrir a mala. O homem lá ficou com uma cara estupefacta a olhar para aquilo, mas foi bondoso e lá deixou passar o belo do caldinho. 

Imaginem a tuga lisboeta que não passa sem o peixe grelhado e leva uma mala de 20 kg de peixe congelado! O problema foi que a mala não apareceu no tapete rolante…imaginam a bronca?! Mesmo assim foi uma sortuda, no “Lost and found” disseram que viria no voo seguinte, e que a mala seria levada a casa no dia seguinte. Mas o peixe congelado não podia pernoitar no aeroporto. Rapariga despachada! furou os protocolos e depois de pedir muito, abriram uma exceção e passaram uma autorização para poder comparecer nos tapete das bagagens do voo seguinte…horas de nervos se seguiram até ter a mala consigo.

Estes são alguns episódios hilariantes das nossas portuguesas pelo mundo, umas tiveram mais sorte e outras menos. No entanto, o saudosismo da nossa gastronomia persiste, ainda mais agora que está a chegar o Natal e já estamos todas a pensar naquelas rabanadas, filhoses, Bolo Rei e no famoso bacalhau.

Não tenham pena de nós, mas português que é português, não pode esquecer as maravilhas gastronómicas da nossa pequena, mas ao mesmo tempo grande Lusitânia…

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2 comentários em “Saudosismo português: A comida da “terrinha”- nossa gastronomia

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  1. e neste texto referem-se apenas um número minúsculo daquelas que são as nossas especialidades

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