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Saúde emocional em tempo de pandemia: hobbies e passatempos

Hoje mais do que nunca tratar da nossa saúde emocional é fundamental. No contexto pandémico em que vivemos, viver noutro país sem podermos visitar o nosso cantinho torna-se um golpe duro de suportar para muitos de nós.

No meu caso, vivo em Dublin com os meus filhos e o meu parceiro, mas não tenho mais ninguém da minha família por perto. Aquela família, que muitas das vezes nos dá cabo da cabeça, mas que quando nos vemos enrascados são os primeiros a quem ligamos, os nossos pais ,irmãos, tios, primos, etc., desses não está cá ninguém.

É certo que temos o Skype, o Zoom, o WhatsApp, o Facebook, o Instagram, o googlemeet e tantas outras plataformas que nos permitem estar o mais perto possível destes entes tão queridos e que muitos de nós já não veem desde o Natal do ano passado.

Como mantenho a minha saúde emocional

Para tentar manter-me à tona, tenho costurado muito. Muito mesmo!!! Comecei a costurar passado algum tempo da minha filha nascer pois queria que ela tivesse roupas fofinhas e por aqui era difícil encontrar coisas ao meu gosto. Por isso no meu aniversário, o meu companheiro ofereceu-me uma máquina de costura, bastante básica – e até hoje nunca mais parei. Aprendi praticamente tudo sozinha. Apesar de ter algumas noções que aprendi ao ver a minha mãe a costurar, não sabia fazer mais do que coser um botão à mão. Passei muitas horas na Internet a aprender técnicas, a ver moldes, muitas vezes descosia a nossa roupa para ver como era feita e depois voltava a coser.

O Youtube, devo dizer, é a melhor ferramenta para auto- aprendizagem. Tem, literalmente, tudo!

Costurar faz-me sentir perto

Costurar para mim tem vários significados. A minha mãe sempre costurou quando eu e a minha irmã éramos pequenas, e por isso tentar costurar algo eu própria, é quase como tentar manter esta ligação que sempre tive com a minha mãe, viva e diária, como quando eu ia beber com ela um café ao trabalho. Agora não bebemos café assim tão regularmente, mas sinto que temos um assunto em comum que nunca se acaba. E isto ajuda-me a manter a saúde emocional.

O outro significado que atribuo a costura tem a ver com o facto de costurar muita da minha roupa dos meus filhos, e como, mesmo quando estão na escola ou em qualquer outra atividade na qual eu não estou presente, têm algo palpável que lhes demonstra o meu amor por eles. De uma certa maneira, a costura é a minha maneira de dizer às pessoas que as amo e que lhes quero bem e obviamente os meus filhos estão no topo desta lista.

Quando me aventurei neste mundo, nunca pensei que se iria tornar numa parte tão importante da minha vida. Neste momento divido o meu tempo entre o trabalho, a família e as costuras. E posso realmente dizer que é uma actividade que me dá prazer e que me liberta do stress. É quase como se cada peça que faço tem em si um bocadinho de mim, do meu esforço, do meu cansaço, da minha atenção.

É por isso que quando se faz algo manualmente para alguém dizemos que foi feito com amor, porque é exactamente isso. Costuro por amor. Não apenas por amor à costura, mas pelo amor que tenho para quem costuro: aos meus filhos, ao meu companheiro, aos meus pais, aos meus amigos, etc…

Saúde emocional em tempo de pandemia: hobbies e passatempos

Já agora se estiverem interessados em ver o que faço, podem visitar aqui o meu instagram: https://www.instagram.com/bebecaamor/


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