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Profissão em stand by

Na altura da decisão da mudança, encontrava-me a gozar licença de maternidade. Partilhei com a empresa que não iria regressar e pedi uma licença para assistência a filho, a única diferença relativamente à licença sem vencimento é que a empresa não precisa de aceitar.

A decisão estava tomada, não havia hesitações, mas havia questões.

Muitas questões me atormentavam, tais como: “será que vai correr bem?”, “será que vou ter ocupação? ”. Sabia que não ia faltar o que fazer em casa com as crianças mas, na verdade, não são tarefas que eu adore e sempre tive uma vida profissional preenchida. Por outro lado, pensava na família e nos desafios que iam surgir. Não havia dúvidas, apoiar a família e dedicar-me a ela a 100% era a minha prioridade.

Alguns e-mails chegavam em resposta ao e-mail de despedida que havia enviado, desejando sorte e felicitando-me pela decisão. A sensação é que a porta da empresa estará sempre aberta. Foram 10 anos de muita dedicação, muito intensos, muitas subidas e descidas por Portugal. Ficam boas recordações, imensa aprendizagem e inúmeros amigos.

Após um ano, apesar de algumas dificuldades pontuais, não há dúvidas que estar com a familia é o mais importante. Foi um ano cheio de novidades a todos os níveis e a minha presença junto a eles foi essencial.

Durante o ano tive alturas em que estava farta de fazer sopa, já não tinha imaginação para as brincadeiras com eles, na verdade passei e passo tanto tempo com os meus filhos. No entanto, hoje não tenho dúvidas que foi a melhor opção e o quão agradecida tenho que ser por ter tido esta possibilidade. Um ano passou tão rápido…

O meu filhote mais novo estava comigo, só iniciou a creche este ano letivo, nos tempos livres que tinha dediquei-me a aprender francês, a melhorar o inglês e a este projeto tão especial para nós.

Pretendo começar a enviar currículos a partir de 2019. Até lá vou aproveitar os meus filhos e consolidar este meu, não, nosso projeto.

 

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