Parto em Inglaterra

Ana Raquel Gouveia

Se calhar o tópico que mais ansiedade pode causar a mulheres grávidas e sem dúvida muito importante. Obter informação antes do tempo de forma a perceber como são os partos no país onde estão, no meu caso em Inglaterra, vou escrever sobre a minha experiência de Parto em Inglaterra.

Em Inglaterra existem várias opções para o parto mas o mais comum e de fácil acesso é ter o parto num hospital público. 

Dentro dos partos em hospital, estes podem ser efectuados com intervenção médica, embora o parto seja feito por enfermeiras parteiras, ou em unidades sem intervenção médica.

O que é considerado um parto com intervenção médica?

Parto com intervenção médica, em Inglaterra, é um parto onde epidural pode ser administrada, cesarianas, e situações mais complicadas em que a mãe precisa de medicação durante o parto. 

Se uma mulher quiser um parto sem intervenção médica, então há os chamados Birth Centres onde o parto é feito da maneira mais natural possível, normalmente existem piscinas disponíveis em cada quarto, o pai pode ficar durante a noite e todo o processo é mais relaxado. 

Infelizmente, nem todos os hospitais têm estas instalações e nem todas as gravidezes o permitem. 

Algumas mulheres preferem fazer o parto em casa, em que o hospital da zona apoia enviando uma enfermeira parteira do hospital para ajudar. No entanto, embora seja possível, se não existirem enfermeiras suficientes, é possível que o parto tenha de passar para o hospital.

Nestas opções acima referidas a presença de doulas é aceite e todas as mulheres têm direito a ter um “birth partner”.

Também existe a opção de hospitais privados, mas não é comum ter filhos em hospitais privados. Não conheço ninguém que teve e portanto não tenho experiência para falar sobre o assunto.

Outro assuntos em ter em consideração e atenção:

– epidurais e cesarianas não são prática comum, ou seja, não há grande incentivo pela equipa clínica para dar epidurais ou fazer cesarianas sem necessidade clínica. Uma mulher pode querer uma epidural mas pode nunca chegar a ter, uma vez que os recursos de anestesistas são priorizados para o bloco de partos;

– partos programados só se tiverem de ser cesarianas planeadas;

– as crianças nascem no quarto, a mãe entra no hospital para um quarto, e se tudo estiver a correr bem não sai daquele quarto até ir para casa;

– o médico só aparece quando a enfermeira parteira tem dúvidas ou se alguma coisa não estiver bem;

– nem sempre o hospital da zona de residência está disponível para partos e portanto pode acontecer as mulheres serem enviadas para outro hospital dependendo da capacidade do hospital naquele dia específico;

– se correr tudo muito bem, pode ter alta no mesmo dia!

Depois de sair do hospital os cuidados de saúde ficam a cargo de enfermeiras comunitárias e do centro de saúde.

No dia a seguir à saída do hospital há sempre uma visita de uma enfermeira para pesar a criança, esclarecer dúvidas e iniciar o processo de acompanhamento durante as primeiras semanas. Há imenso apoio para a amamentação durante estes primeiros dias.

Existem imensos grupos para mães (e pais) em licença de maternidade mas isso fica para outro artigo.

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