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O que mudou em Malta (até agora) com o Covid?

Por Malta, até agora, a situação do Covid não foi muito grave. O Governo fechou tudo, principalmente as fronteiras, quase imediatamente após o primeiro caso, e tornou ilegal que os grupos considerados de risco saíssem de casa, o que contribuiu (ou assim penso) para o reduzido número de casos que teve (600 até agora, 120 casos atualmente ativos).

Como todos os países, Malta tem estado num progressivo desconfinamento. Primeiro abriram algumas lojas, duas semanas depois os restaurantes e cabeleireiros/barbeiros (tudo com regras específicas, claro). As escolas foram logo fechadas até Setembro, sendo que eventualmente as Summer Schools e os ChildCare abrirão entretanto (mas ainda não se sabe quando) para aqueles pais que precisem mesmo.

A maior mudança, no entanto, é mesmo no número de pessoas que cá está. Para quem não conhece Malta ou está cá há pouco tempo, fora o facto de estar tudo em “semi-confinamento”, a diferença pré e/ou pós Covid, nota-se pouco. Para quem cá vive, este momento também é “estranho” pela total inexistência de turistas que, num ano normal, começam a chegar em Abril, vão aumentando até Agosto (pico do turismo) e depois continua até meio/fim de Novembro. Ora, o que isto costuma significar é ver quase mais turistas/estrageiros que Malteses, haver filas para tudo, não dar para estender uma toalha em vários sítios ou até não conseguir andar em alguns dos paredões/passeios pertos do mar.  

Este ano é diferente, totalmente diferente. O aeroporto está/continua fechado, sem data de abertura, e o mesmo aconteceu ao ferry que vai para Sicília. Entradas e saídas só para (i) repatriamentos, que acontecem em voos específicos; ou (ii) entrada e saída de mercadorias/bens. Costumamos dizer, a brincar, que estamos presos na ilha e que para sair, só mesmo a nado.

Nos locais públicos, ou pelo menos aqueles que já visitámos, há sempre alguém à porta a verificar a temperatura das pessoas, a assegurar que toda a gente desinfeta as maos e que toda a gente tem máscara (principalmente nos supermercados e equivalente).

De resto, e para nós, o regime de teletrabalho continua e sem data de regresso ao escritório. Isto porque, mesmo que o regresso seja desejado quer pelo empregador como pelo trabalhador, a maioria dos locais não tem (agora) espaço suficiente para todos os trabalhadores, considerando que as regras de distanciamento têm de ser respeitadas.

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