O mais difícil da mudança?

O mais difícil foi mesmo o choque da língua. No primeiro ano só me foquei nos miúdos, depois pensei em ir trabalhar na minha área e dedicar-me ao estudo do francês. Enervava-me o facto de, na área jurídica, ter um português perfeito, tanto falado como escrito, e não conseguir ter essa fluência em francês. O facto de não me conseguir exprimir como eu queria foi o mais difícil, pessoalmente e para poder recomeçar a trabalhar na minha profissão. 

Primeiros sentimentos quando aterraste?

Eu e os meus filhos só viemos depois de passarem os 3 meses do período experimental contratual do meu marido. A minha mãe veio comigo e ajudou-me na arrumação da casa. Nos primeiros meses, e para além de um nervosinho miudinho, parecia estarde férias, porque tudo era novo. Com o passar do tempo comecei a interrogar-me: – “Tu vives mesmo aqui…tu pertences aqui, esta é a tua casa e aqui vai passar a correr a tua vida. Tens que te adaptar ao sítio, às pessoas e à cultura”. Por essa altura inscrevi-me num curso intensivo de Francês.

Depois comecei a sentir falta dos amigos, o que foi duro. Entretanto, conheci na escola do Martim uma portuguesa expatriada. Começámos a conviver e a preencher as dificuldades de convivência com a pouca abertura, discrição e fechamento dos suíços. Através dela comecei a dar-me com pessoas das suas relações e daí à integração num grupo foi um instante.

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