Qual o limite para a adaptação? Standing out ou fitting in?!

Joana Duque

Em vários momentos da nossa vida, desde a adolescência, somos deparados com situações que nos colocam inconscientemente (ou até mesmo conscientemente) esta questão, “standing out ou fitting in”?! Qual o limite para a adaptação? Devemo-nos destacar, continuando a ser exatamente como somos ou devemos fazer adaptarmo-nos totalmente à nossa nova realidade para nos integrarmos completamente.

Agora a grande questão é, qual o limite para a adaptação?

Se por exemplo, nos mudamos para um país completamente diferente do nosso, com uma cultura que, mesmo que não seja radicalmente, é diferente, podemos ter a necessidade de nos adaptarmos para nos enquadrarmos e integrarmos totalmente.

E a grande pergunta é, muitas vezes: tenho de mudar, alterar a minha identidade, todos os meus hábitos, costumes e até gostos para me integrar completamente? Ou devo manter-me exatamente como sou, com as minhas características e na verdade sobressair dos restantes no meu novo país?

Se pensarmos nas crianças e adolescentes, esta questão é de extrema importância, porque a sua personalidade está em construção e sabemos o quanto o nosso ambiente é determinante para quem nos tornamos. Na verdade, mesmo quando vivemos no nosso país, vemos mudanças nos nossos filhos quando mudam de escola ou de amigos, quando mudam de país é inevitável essa mudança. E será negativa? Como avaliar esse tal limite para a adaptação? 

Na realidade, acredito que é necessária alguma mudança para nos integrarmos. O psicólogo norte-americano Abraham Maslow na sua Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas, já referia que todos nós necessitamos da sensação de pertença, de fazermos parte de um grupo, de nos sentirmos estimados. Ora, numa mudança de país esta questão pode ser ainda mais desafiante (principalmente se nos referirmos aos adolescentes, mas mesmo para os adultos!).

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O que deve ser intocável nessa adaptação

O que acredito, no entanto, é que há determinantes da nossa personalidade, valores e gostos que nos regem e definem e que devem ser respeitados…. E é aqui que entra o limite para a adaptação. A nossa identidade não muda, mas podemos encontrar uma nova forma de manter a identidade que nos define.

O que quero dizer com isto? Se para mim é essencial fazer desporto, porque gosto de me sentir saudável e até reconhecida como saudável, então devo procurar grupos onde isso aconteça, não devo simplesmente apagar essa parte de mim. Dessa forma, continuarei uma atividade que me faz bem, aliando a isso a partilha de conhecimentos e vivências com novas pessoas.
Um wi-win para ambas as partes!

No que aos filhos diz respeito, penso que como pais devemos estar atentos ao bem estar dos nossos filhos em termos sociais é claro, mas também conversar abertamente sobre as suas necessidades e preferências. Vermos onde se sentem bem, inseridos, sem forçar amizades e convívios que os deixem desconfortáveis. 

O limite para a adaptação somos nós que o criamos

A mudança de país deve ser o mais tranquila possível para toda a família, e sabemos que estamos a tomar uma boa decisão até para o seu futuro, mas não nos esqueçamos que nesta questão do standing out ou fitting in é um pouco como um tempero de sal e pimenta, um pouco de cada é o ideal para sair perfeito.

Uma dosagem q.b para que tudo corra na perfeição e não sentirmos, para além do misto de emoções inerente à mudança, que estamos a perder o foco e a direção certa! 

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