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Manifestar o contacto físico em público

A cultura no Qatar é assim mesmo: o que é do foro intimo é para ser feito dentro de quatro paredes. Mas, calma!, não é assim tão opressor e radical quanto isso.

Contacto físico em público

Antes de viajar para Doha, tinha a ideia de que o homem anda à frente, seguido da mulher, ou que nunca veria qualquer manifestação de carinho por parte de um casal. Nada mais errado, carregado de ideias pré-concebidas que muitas vezes fazemos sem termos a perfeita noção. É um facto que não vemos ninguém a beijar-se na boca em público, e também não vemos casais abraçados a namorar, por exemplo. Mas, é muito mais frequente do que se julga ver marido e mulher de mão dada, ou braço dado. Eu passeei com o meu marido de mão dada por todo o lado, sem nunca termos sido olhados de lado. Acho até que ninguém reparou em nós.

Mais frequente ainda é ver os homens cumprimentarem-se com beijos na face e abraços, entre eles. Às senhoras, eles inclinam a cabeça ou apertam a mão. Se a relação for mais estreita ou houver um grande respeito pela pessoa que encontramos, os homens cumprimentam-nos com a mão no peito. As senhoras entre si também se abraçam quando se cumprimentam. Acho até mesmo que os abraços têm um peso mais sentido que o simples beijo.

Devido à grande multiculturalidade de Doha, não é nada estranho vermos, por exemplo, homens indianos a passear de mão dada, ou de braço dado, ou apenas de dedos dados, especialmente quando são amigos.

Lembro-me de quando fui a Doha com os meus filhos, insisti imensas vezes com a mais velha que, no Qatar, não se davam beijinhos. Mais uma vez, é tudo uma questão cultural que facilmente adaptamos. Até porque, pessoalmente, esta tradição que temos de ser um povo beijoqueiro e desatar a beijar pessoas que acabamos de conhecer ou com as quais não temos grandes confianças, sempre me fez muita impressão.

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