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Gravidez na Suíça

Duas semanas após a decisão de mudar de país descobri que estava grávida do meu primeiro filho. Tudo me passou pela cabeça, como é que eu vou ter um filho longe de Portugal, como é que funciona o sistema de saúde na Suiça, como será o acompanhamento da minha gravidez. Todas essas dúvidas surgiram mas na realidade, nunca coloquei a hipótese de não vir. Pensei, vamos juntos com mais um elemento da família.

Aqui o sistema de saúde é bem diferente de Portugal, todos têm que ter um seguro de saúde, o básico pelo menos, caso uma pessoa não consiga pagar, o Estado ajuda. Como já vim grávida, o seguro de saúde não cobre consultas privadas no acompanhamento da gravidez, tive de ser seguida no CHUV, o chamado hospital público. Como as consultas são cobertas pelo seguro, as facturas vão diretamente para a seguradora e nós não temos de fazer qualquer pagamento no hospital. Antes de qualquer consulta temos que ir ao guichet apresentar o cartão do seguro e confirmar que as informações que lá estão são corretas, como morada e contacto telefónico.

Posso dizer que gostei, fui sempre bem atendida e não tenho queixas sobre o serviço. Aqui, as mães quando vão para casa, são acompanhadas por enfermeiras parteiras. Elas durante um período vão a nossa casa, examinam ao bebé, pesam, medem, tiram as nossas dúvidas e aconselham-nos. Depois deste período, vamos a um espaço na comuna destinado ao acompanhamento das mães e dos bebés.

No CHUV foi-me aconselhado a fazer a preparação para o parto com um grupo que falasse português para que a comunicação fosse a melhor. Honestamente, não apreciei o curso. Senti falta de por exemplo, nos ensinarem como se dava banho ao bebé, quando ele tivesse cólicas o que fazer entre outras coisas. Durante o curso indicaram-me uma associação que tinha vários contactos de médicos e pediatras que falavam/entendiam português. O nome da associação é a Associação Entrelaçar (http://www.entrelacar.ch). Assim, escolhi o meu ginecologista, um médico argentino que percebe português, que me acompanhou na segunda gravidez. Também foi através desta associação que encontrei a pediatra dos meus filhos, uma médica brasileira, de quem gosto muito, uma doçura para as crianças e muito paciente para os pais.

Segunda Gravidez

Decidi ter a minha filha num hospital privado, La Source, um hotel autêntico, nem as fraldas tinha de mudar enquanto lá estive internada, tive direito a um jantar romântico com o meu marido enquanto as enfermeiras tomavam conta da caçula e passado um tempo, o hospital ofereceu-me uma massagem num spa em Vevey. Atenção, que se algo correr mal num hospital privado, as crianças são logo reencaminhadas para o CHUV.

Caso voltasse a engravidar e se estivesse tudo a correr normalmente iria escolher a clínica privada, no entanto, caso houvesse um mínimo risco preferia ir directamente para o público. Nos dois fui sempre bem atendida e as enfermeiras sempre foram impecáveis, a clinica privada dá-nos outro tipo de conforto e outras regalias que não há no hospital público, mas que na realidade não é essa a função dele apenas garantir o bem estar e a saúde tanto da mãe como do bebé.

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