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Gravidez em Inglaterra

Ana Raquel Gouveia

Quando está tudo bem numa gravidez, o que esperamos sempre que esteja, o acompanhamento da gravidez em Inglaterra é feito por enfermeiras especializadas (midwives) normalmente, no centro de saúde.

O seguimento da Gravidez

Em Inglaterra (regras para Gales, Escócia e Irlanda do Norte podem ser diferentes), são efectuadas 10 consultas para primeiras mães (e 7 para quem já teve outra criança) durante as 40 semanas de gestação. No início as consultas são mais espaçadas e para o final da gravidez (depois das 34 semanas) são de 2 em 2 semanas e todas as semanas depois das 40 semanas.

Fazem análises ao sangue, testes de glucose, medicações da barriga, ouvem os batimentos cardíacos do feto e controlam o peso da mãe. 

Outra coisa que é muito diferente são as ecografias, mesmo muito diferente! Numa gravidez normal só são feitas duas ecografias, uma perto das 12 semanas e outra às 20 semanas. Às 20 semanas é possivel saber o sexo da crianca mas nao é obrigatorio e só dizem se os pais pedirem. E, é muito comum as pessoas não saberem o sexo da crianca até ao nascimento.

Como é esperado, há clínicas privadas onde se podem fazer ecografias adicionais mas estou a focar-me nos serviços prestados pelo sistema nacional de saúde.

As grávidas estão isentas de pagar medicamentos, consultas e tratamentos dentários, esta isenção continua até a criança fazer 1 ano. É necessário registar a gravidez site do sistema nacional de saúde.

Gravidez de risco.

Gravidez de risco é muito rara em Inglaterra, e não conheço ninguém que tenha estado nessa situação. Se for uma gravidez complicada, o médico do centro de saúde ou especialista terá de passar um atestado médico e a mulher utilizará a sua licença de doença até às 36 semanas. Às 36 semanas passa para licença de maternidade, que também pode ser iniciada nessa altura se a mulher grávida assim o desejar.

Incentivos monetários na gravidez

Em termos de incentivos monetários, cada empregador tem as suas regras, e alguns são mais generosos que outros, mas por lei, as mulheres grávidas têm direito a remuneração durante o tempo em que estão nas consultas de gravidez. Os pais, têm direito a pedir tempo (não remunerado) para ir a duas consultas.

Atenção que é necessário avisar o empregador sobre a gravidez, no mínimo 15 semanas antes da semana em que o bebe está previsto nascer. Também é necessário dizer à entidade empregadora quando é que se está a pensar começar a licença de maternidade. Estes sites tem imensa informação sobre os direitos e obrigações tanto para a grávida como para os empregadores:

http://Pregnant employees’ rights – GOV.UK (www.gov.uk)

http://Maternity, paternity and adoption leave and pay | Acas

Embora este artigo não seja focado na licença de maternidade (irei escrever um sobre o tema para breve), é importante saber, antes de se engravidar, que nem sempre se tem direito a uma licença de gravidez completa e, ou aos benefícios adicionais do empregador. Aconselho a utilizarem a calculadora do governo para calcularem os benefícios (ou não) antes de engravidarem.

A minha gravidez

No início, confesso que me fez um pouco de confusão com o tempo entre consultas e de não existir um acompanhamento médico, mas a verdade é que correu tudo muito bem, as consultas são feitas perto de casa e são relaxadas.

Durante a minha segunda gravidez tive “direito” a uma ecografia adicional, na ecografia das 20 semanas estava com placenta prévia e embora a técnica me tenha dito logo que além de ser comum e a placenta normalmente subir, marcaram outra ecografia para as 36 semanas uma vez que poderia alterar o plano de parto se ainda continuasse no mesmo local.

Os empregadores são bastante compreensivos a alterações dos padrões de trabalho e as grávidas estão protegidas por lei e não podem ser discriminadas por estarem grávidas.

Na minha primeira gravidez trabalhei até às 38 semanas e na segunda até às 37, por escolha minha, embora na segunda gravidez tenha reduzido os dias de trabalho a 4 dias por semana durante os últimos 3 meses, utilizando dias de férias para o fazer. 

No meu caso, nunca tive de mostrar comprovativo de consulta e o meu marido foi às consultas sem ter penalizações salariais.

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