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Equivalências Académicas

O assunto das equivalências académicas veio à baila no grupo do WhatsApp dos participantes desta plataforma e resolvemos partilhar alguns trechos das mensagens envidadas.

Quando perguntei como foi com as equivalência a resposta foi:

“Não há sempre! Depende da licenciatura. Também depende muito das ocasiões.”

Esta foi uma opinião geral. Também referiram que o Acordo do Bolonha aparece exatamente para facilitar esta questão.

O acordo consiste duma declaração conjunta (a UE não tem competências em matéria de educação) que deu início a um processo de convergência que tinha como objetivo facilitar o intercâmbio de graduados e adaptar o conteúdo dos estudos universitários às procuras sociais, melhorando a sua qualidade e competitividade através de uma maior transparência e uma aprendizagem baseada no estudante quantificada através dos créditos ECTS.

Durante a conversa foram partilhadas opiniões mais específicas em relação a cada país:

António Valente fala sobre o Luxemburgo: “Conheci muitos médicos e enfermeiros e outros especialistas que chegaram ao Luxemburgo e tiveram muita dificuldade para entrar no mercado de trabalho, muitas barreiras se ergueram, as equivalência académicas eram muito difícil de obter tendo sempre a desculpa do idioma, não falar o luxemburguês pode ser a grande dificuldade para exercer a profissão.”

“Está constatação era valida há uns anos atrás, já que agora todos tem carta branca pois com a chegada do Covid existe falta de pessoal médico e essa barreira linguística deixou de existir o que acho muito bem pois se não falam o luxemburguês podem falar em francês ou inglês e não deixam de ser bons profissionais isto para dizer que as leis comunitárias existem mas sempre há barreiras que se erguem quando não interessa que sejam aplicadas.”

Refere a Margarida em Inglaterra que: “Na minha profissão, de medicina dentária sei que não há problemas nenhuns, com as equivalência académicas, mas alguns países (como França ) requerem testes de acesso à profissão, independente da equivalência.”

Nos Estados Unidos os empregadores pedem normalmente prova de equivalência dos diplomas obtidos no estrangeiro, o que se costuma obter através de avaliadores externos como por exemplo a WES (World Education Services). Depois de reconhecida a educação obtida no país de origem, a pessoa pode trabalhar, se tiver visto de trabalho.

Por outro lado, nos Estados Unidos, nas profissões em que é preciso licença estadual (advogados, psicólogos, médicos, farmacêuticos etc), é tudo muito mais complicado. Normalmente só é possível obter licença quando se faz o curso superior ou formação pós-graduada lá. Muitas vezes mesmo fazendo se lá ao mudares de estado também podes ter de pedir equivalência.

Na Suécia como arquitecta nunca nenhum empregador me pediu coisa nenhuma, mas por razões de sindicato bastou apresentar o diploma da licenciatura (pre Bolonha) em inglês à ordem dos arquitectos e fiquei apta a pagar quotas e a exercer por conta própria se entender. Em Portugal não basta o curso é preciso um ano de estágio (nas condições que forem) e alguns cursos exame de admissão à ordem, só assim se pode exercer arquitectura mesmo que por conta de outro.

Enquanto farmacêutica na Suécia, para exercer numa farmácia comunitária, precisei de fazer os graus todos de língua sueca, só depois obtive diploma de equivalência académica. Para quem vem de fora da UE precisa fazer muitos mais exames ( matérias do curso).

Diz a Sara que na Holanda: “Certas profissões são protegidas. Eu como educadora também tenho de ter os graus todos de holandês e foi um ano para ter a papelada toda reconhecida. O meu marido nem holandês fala e nunca lhe pediram nada. As pessoas fora da Europa dependendo da profissão ( se for uma das profissões protegidas professores, educadores, farmacêuticos, médicos, enfermeiros, cuidadores de idosos, etc) além do holandês têm de fazer um ano a mais ou dois de curso e exame!”

Na Colômbia é demasiado complicado ter equivalências, o meu marido anda com as papelada do curso há mais de 2 anos e falta sempre algo mas está a exercer porque ….

Eu pensei dar aulas na universidade mas depois de ver o meu marido sem equivalências e uma amiga que demorou 2 anos para poder exercer, penso que não valerá a pena, já que nesse tempo já estamos noutro país.

Eu estou a trabalhar numa agência europeia na Alemanhã e pediram-me os certificados de habilitação. Sei que aqui, para diversas profissões é necessário o comprovativo do nível linguístico. Para enfermagem julgo que é o B2 mas para farmacêutica é o C1.

Na Austrália depende se a licenciatura está na lista das profissões em falta no pais e também de estado para estado. Infelizmente a minha ciências farmacêuticas não constava nessa lista e para ter a referida equivalência académica teria de fazer mais 3 anos de estudos e 1000 horas de estagio.

A Teresa conta-nos da sua experiência que na Suiça para a obtenção da equivalência da licenciatura em ciências farmacêuticas, basta ter prova de domínio de língua, francesa, alemã ou italiana. Não obstante para se poder trabalhar em qualquer especialidade da área farmacêutica ter-se-á que fazer mais dois anos de especialização, tanto em farmácia hospitalar, comunitária ou laboratório clinico.

Resumindo tem se a licenciatura reconhecida mas não se esta apto a trabalhar. No caso da Teresa, ela é especialista em análises clínicas, especialidade tirada em Portugal, mas apesar de ter pedido equivalência com provas evidentes dos 4 anos de especilização em Portugal, não lhe foi concedida. Isto acontece desde os últimos 5 anos, pois há 10 anos atrás as coisas eram mais fácies, para trabalhar contava a licenciatura e a experiência. Desde há uns 4 anos passaram a exigir a especialidade.

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