De onde és?

Com o passar do tempo e a experiência pessoal de cada um, a motivação e energia para mudar de país pode ir diminuindo. Para mim, acho que não vai haver um voltar “para casa”.  Provavelmente será um voltar “a casa”, com o conforto material de alguns objectos de sempre, perto da família e dos amigos mais fiéis, onde quer que eles estejam. Há mesmo autores que dão ideias, aos expatriados de longa duração, de como viver melhor a ilusão de voltar ao país de origem. Aparentemente, o melhor é viver esse retorno como uma nova expatriação, para um lugar que nos é familiar e onde conhecemos a língua. Ter muita paciência, continuar a conviver com expatriados e ver o nosso país pelos seus olhos, parece também ajudar.

Nestas andanças, uma das perguntas mais frequentes que nós fazemos e que nos fazem, é “de onde és?”. A minha filha, aos 5 anos, deu a resposta mais sincera de todas: “sou portuguesa e francesa, nasci na Suíça e sou um bocadinho inglesa”.

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