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Do que sinto falta

Quando saímos do nosso cantinho, do que sentimos falta?

Além da família e dos amigos?


Sinto falta duma bica com pastel de nata, o café da esquina, frango assado, sal marinho, umas amêijoas à Bulhão Pato e peixe assado na brasa. Chapéus de chocolate Regina, farinheira e alheira, grelos…e pescada congelada.

O sol a bater na cara e ir ao Continente de Telheiras, fazer as compras para a semana. 

Nunca me esqueço que hoje em dia é tão mais fácil matar as saudades: a internet permite-nos fazer chamadas de vídeo com a mãe e a irmã, e ver a cara e mandar beijos para o écran, em cada esquina há um sítio que vende pastéis de nata (alguns são “imitações baratas”…ou não tão baratas assim), mas muitas vezes chega para acalmar a saudade.

Em Amsterdão há vários cafés/supermercados portugueses, e o que não há, dá para encomendar on-line. O sol a bater na cara é que é mais difícil, e dou bastante valor ao que dávamos por adquirido. Quando está bom tempo é preciso aproveitar, nem que seja para ir preguiçar para o terraço. 


Também hoje em dia é mais fácil viajar e Lisboa está a 3 horas de distância. Dou bastante valor aos emigrantes que saíram há 10, 15 e mais anos, em que não havia a facilidade que há hoje de matar saudades do nosso cantinho.

Mas falta sempre o abraço dos que deixámos para trás…

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