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Carreira, numa vida em constante mudança

Quando surgiram as nossas primeiras conversas sobre uma possível expatriação profissional para a Suíça, por parte do meu marido, sempre pensámos que eu iria também prosseguir com a minha carreira profissional. Não víamos isso como algo difícil de atingir e conciliar com a vida familiar. Vimos ambos esta situação como uma oportunidade para toda a família. Na realidade, o projeto que ficou à espera de tempos mais estáveis foi o nosso terceiro filho. 

Assim que senti que todos estávamos instalados e com rotinas estabelecidas comecei a dedicar-me à aprendizagem do novo idioma e a perceber como eu poderia continuar a minha carreira. 

Rapidamente soube que para ter a equivalência do meu diploma em Ciências Farmacêuticas teria de adquirir o certificado B2 da língua Francesa e que a equivalência como especialista em Análises Clínicas não era possível à data de 2008-2013 de qualquer país da EU. 

A tão desejada carreira e os obstáculos que se seguem

Ainda com um francês pouco apurado comecei a enviar CVs e rapidamente fui a algumas entrevistas. Passados 6 meses tinha sido selecionada para uma empresa em Genebra. Que excitação! Que orgulho senti de mim própria. Depois de ter aceite a proposta de trabalho e ter as duas primeiras semanas de integração organizadas, apercebi-me que a distância e a dificuldade de gerir o meu horário (turnos, responsabilidade elevada, viagens, entre outros) não me permitiam acompanhar os meus filhos, passando a ser uma mãe ausente.

Comecei então à procura de algo a tempo parcial. E assim passei mais um ano a fazer cartas de motivação/apresentação, a ir a entrevistas. Nesse ano obtive o reconhecimento do meu diploma em Ciências Farmacêuticas. E finalmente apareceu mais uma proposta de trabalho exatamente na minha área de especialidade e a tempo parcial. Foram dois anos e meio de um equilíbrio fantástico entre a minha carreira e a minha família. 

Novo destino, novo começo – mais pesquisa sobre a carreira

Mas esta vida de expatriados não significa ficar no primeiro porto, mas sim uma viagem contínua, uma vida sem fronteiras. Novo destino, desta vez a Austrália, nova oportunidade que não há como não agarrar. Mesma história, depois de todos instalados eu começo as minhas pesquisas. Desilusão! Na Austrália para o reconhecimento do meu diploma tinha que estudar mais 3 anos. Contudo enviei CVs para áreas de âmbito Farmacêutico, mas onde não tinha qualquer experiência profissional. Passado 7 meses avançámos com o projeto do terceiro filho e ofereci-me como voluntária num trabalho de doutoramento na Faculdade de Medicina Veterinária de Sydney. 

Ao fim de 3 anos regressamos à Suíça, agora já eramos 5 e voltei a tentar continuar a minha carreira, achei que seria fácil. Até poderia ter sido, mas a vida prega-nos partidas que me levaram a ter que adiar este projeto. Surgiram de facto novas oportunidades, mas pesou sempre mais a família e eu querer acompanhar os meus filhos e ainda todas as atividades que estava a fazer e que tinha construído até à data e que me preenchiam.

Para o Brasil, com prioridades renovadas

E a aventura continua, desta vez num outro destino (o Brasil). Nesta primeira fase, dado termos acabado de chegar, volto a priorizar criar a tão necessária estabilidade (a casa, a escola, as rotinas), sei que em breve voltarei a dar seguimento aos meus dias, contudo desta vez a minha carreira não será a prioridade mas estou entusiasmada de ver onde o caminho me vai levar.


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