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A escola e a aprendizagem das línguas estrangeiras

Uma vez tomada a decisão de mudar de país, ficam, ainda, muitos assuntos para tratar, muita tralha para organizar, muitas dúvidas para dissipar, muitas decisões para tomar, muitas contas para fazer, muitos receios para superar e muitas prioridades para estabelecer, relacionadas com a mudança dos móveis e dos objetos, a seleção e o arrumo das roupas, dos livros, dos papeis e dos brinquedos, a procura de casa, o custo de vida, o carro, os impostos…tudo para fazer ao mesmo tempo, sem perdas de tempo e sem angústias.

No meio de todas essas atividades e preocupações, sobressaem a resolução das múltiplas questões relacionadas com a educação dos nossos filhos e, a esse respeito, é importante conhecer antecipadamente o funcionamento dos sistemas locais de ensino, de modo a podermos tomar decisões fundamentadas, sem pressas nem improvisos que possam prejudicar a sua vida escolar.

A escola

A primeira decisão a tomar prendia-se não apenas com a aprendizagem simultânea de uma ou de duas línguas estrangeiras (sem esquecer o português), mas também com o modo como essa aprendizagem iria ser feita.

Indo viver para um país onde uma das línguas oficiais é o francês, seria absolutamente obrigatória a sua aprendizagem, mas sendo o inglês uma língua de comunicação generalizada em todo o mundo e trabalhando os nossos maridos em empresas multinacionais, onde a mobilidade geográfica é um fator a ter em conta, impunha-se aprenderem também inglês, ao mesmo tempo e de forma integrada nos respetivos planos de estudos.

Daí que a opção tivesse sido orientada para a escolha de uma escola internacional com ensino bilingue (francês/inglês).

A escolha não foi fácil, porquanto a maioria das escolas não tem o ensino bilingue integrado nos respetivos planos de estudo, mas apenas 3 horas de inglês ou de francês, por semana. Por essa razão, a escolha não foi feita à pressa e, curiosamente, sem nos conhecermos e com uma diferença de 8 anos, recaiu na mesma escola.

A burocracia e o início das aulas 

Seguiu-se a inevitável burocracia relacionada com as vagas, as matrículas e a avaliação das equivalências, tarefas a exigir atenção e cuidado, porquanto, na Suíça, a escola obrigatória começa aos 4 anos e tem um nível muito exigente.

A este respeito convém informarmo-nos antecipadamente sobre todos os passos necessários e levar devidamente organizada toda a documentação.

A família da Joana mudou-se em janeiro e os miúdos iniciaram a escola em fevereiro. Hoje, reconhecem não ter sido uma boa opção, todos sofreram com isso. A mudança com o ano escolar já em funcionamento aumentou a ansiedade dos pais e dificultou a adaptação dos filhos à escola, aos amigos e aos ritmos de vida e acarretou trabalhos de aprendizagem acrescidos. 

A família da Teresa, com várias mudanças de país no currículo, já adotou a regra de que as mudanças seriam sempre feitas, sem exceção, no fim do ano escolar.

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