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A escola e a aprendizagem das línguas estrangeiras

Uma vez tomada a decisão de mudar de país, ficam, ainda, muitos assuntos para tratar, muita tralha para organizar e muitas dúvidas para dissipar. Ficam também muitas decisões para tomar, muitas contas para fazer, muitos receios para superar e muitas prioridades para estabelecer. Toda a organização dos móveis e dos objetos, a seleção e o arrumo das roupas, dos livros, dos papeis e dos brinquedos. Assim como, a procura de casa e de escolas , a avaliação do custo de vida, o carro, os impostos…tudo para fazer ao mesmo tempo, sem perdas de tempo e sem angústias.

No meio de todas essas atividades e preocupações, sobressaem a resolução das múltiplas questões relacionadas com a educação dos nossos filhos. A esse respeito, é importante conhecer antecipadamente o funcionamento dos sistemas locais de ensino, de modo a podermos tomar decisões fundamentadas, sem pressas nem improvisos que possam prejudicar a sua vida escolar.

A escola

A primeira decisão a tomar prendia-se não apenas com a aprendizagem simultânea de uma ou de duas línguas estrangeiras (sem esquecer o português), mas também com o modo como essa aprendizagem iria ser feita.

Indo viver para um país onde uma das línguas oficiais é o francês, seria absolutamente obrigatória a sua aprendizagem, mas sendo o inglês uma língua de comunicação generalizada em todo o mundo e trabalhando o meu marido numa empresa multinacional, onde a mobilidade geográfica é um fator a ter em conta, impunha-se aprenderem também inglês, ao mesmo tempo e de forma integrada nos respetivos planos de estudos.

A escola e a aprendizagem das línguas estrangeiras
Um dos primeiros dias de escola

Daí que a opção tivesse sido orientada para a escolha de uma escola internacional com ensino bilingue (francês/inglês). A escolha não foi fácil, a maioria das escolas não tem o ensino bilingue integrado nos respetivos planos de estudo, mas apenas 3 horas de inglês ou de francês, por semana. Escolhemos a escola que mais inglês tinha de todas que procuramos, um dia completo de inglês por semana.

A burocracia e o início das aulas 

Seguiu-se a inevitável burocracia relacionada com as vagas, as matrículas e a avaliação das equivalências, tarefas a exigir atenção e cuidado, porquanto, na Suíça, a escola obrigatória começa aos 4 anos e tem um nível muito exigente.

A este respeito convém informarmo-nos antecipadamente sobre todos os passos necessários e levar devidamente organizada toda a documentação.

A minha família mudou-se em janeiro e os miúdos iniciaram a escola em fevereiro. Hoje, reconheço não ter sido uma boa opção, todos sofreram com isso. A mudança com o ano escolar já em funcionamento aumentou a ansiedade dos pais e dificultou a adaptação dos filhos à escola, aos amigos e aos ritmos de vida e acarretou trabalhos de aprendizagem acrescidos. 

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